Presidente da APEMIP alerta para a necessidade de desbloquear processos Concessão e renovação de Vistos Gold continuam quase paradas

Luís Lima - Presidente APEMIP
Luís Lima – Presidente APEMIP

De acordo com os dados da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, foram concedidas até 31 de outubro de 2016, 3983 Autorizações de Residência para Investimento (ARI), das quais 3759 por via do requisito da aquisição de bens imóveis.

Numa nota enviada às redações, a APEMIP refere que o mês de outubro, registou um número de 95 vistos concedidos, registando-se um aumento de três vistos face ao mês anterior.

Para Luís Lima, Presidente da APEMIP, na mesma nota, a estabilização do número de autorizações de residência concedidos não é sinónimo do bom funcionamento do programa. “As autorizações emitidas são fruto de pedidos efetuados há já muito tempo. Os processos, não só de concessão mas também de renovação, estão pendentes por períodos que chegam a ultrapassar os dez meses. Este bloqueio burocrático é muito prejudicial para a perceção que potenciais investidores têm do nosso programa e da seriedade do nosso sistema e sector imobiliário, e que começam já a procurar alternativas de investimento que não passam por Portugal. É urgente que esta situação seja corrigida!”, declara na nota de imprensa.

Em termos de investimento total, a APEMIP dá conta que desde a sua criação que os Vistos Gold trouxeram para o país cerca de 2,4 mil milhões de euros, sendo que a aquisição de bens imóveis supera já os 2,1 mil milhões de euros o que confirma a importância deste Regime na captação de investimento para Portugal.

“Não há dúvida de que o programa de Vistos Gold foi um dos grandes impulsionadores da retoma do imobiliário em Portugal, sobretudo devido ao interesse que gerou junto dos cidadãos chineses que muito investiram no nosso sector, e que agora estão muito retraídos devido à falta de confiança que se criou à volta deste programa. A capacidade de investimento dos chineses é tão grande, que poderá manter o nível de investimento estrangeiro em Portugal, mesmo que haja uma quebra da procura por parte de outros países. Claro está que isso só acontecerá, se os problemas dos atrasos nos processos de concessão e renovação de vistos forem resolvidos. Caso contrário, esta vontade que os chineses têm em investir imobiliário, fará com que eles o façam, mas não em Portugal, ficando nós a perder este investimento que tão positivo é para o mercado imobiliário, de arrendamento urbano e da reabilitação urbana”, diz o representante das imobiliárias.

Os Chineses mantêm-se no topo da lista dos cidadãos que mais investem neste programa, com um total de 2926 vistos concedidos, seguindo-se o Brasil com 220, a Rússia com 142 , a África do Sul com 130 e o Líbano com 68, refere o documento a que tivemos acesso.

Nélia Câmara